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Como mães e filhas no ES transformaram bolos e suspiros em negócios de sucesso: empreendedorismo feminino no ES em destaque

No Dia do Empreendedorismo Feminino, histórias reais de superação e crescimento

Como mães e filhas no ES transformaram bolos e suspiros

Celebrado em 19/11/2025, o Dia do empreendedorismo feminino no ES revela trajetórias de mulheres que transformaram desafios pessoais em oportunidades de negócio.

No Espírito Santo, duas duplas de mãe e filha mostram como a combinação entre talento para a confeitaria, estratégia de vendas e presença digital pode gerar renda, reconhecimento e independência econômica.

De um desafio pessoal ao delivery de bolos

De um desafio pessoal ao delivery de bolos

Aos 43 anos, Jaqueline Silva Cruz começou a trabalhar como confeiteira em 2019, após ter um filho de 24 semanas de gestação e, para cuidar dele, ter saído do emprego fixo. Com experiência crescente, ela passou a produzir bolos de pote e se especializar em bolos festivos.

A necessidade e a criatividade dela geraram um negócio em casa que, há cerca de um ano, se transformou em delivery com a participação da filha Joyce Silva Cruz, de 23 anos.

Na fala que deu visibilidade ao empreendimento, Jaqueline lembra: “Fazendo bolos diferenciados conquistei muitos clientes da minha região.

Foi quando comecei a não dar conta sozinha e convidei minha filha para trabalhar comigo. E aí começou a mudança na nossa vida.” A dupla também apostou em ações locais, como um festival de fatias de bolo realizado em setembro, quando venderam 240 fatias em menos de duas horas, prova de que estratégias de experiência do cliente funcionam bem no comércio local.

Suspiros que financiaram um sonho e viraram referência

Suspiros que financiaram um sonho e viraram referencia

Outra história que ilustra o empreendedorismo feminino no ES é a de Scheyla Silva Nunes, 52 anos, e sua filha Lorrany Nunes Santos, 32. Durante a pandemia, a família precisou reinventar a confeitaria e lançou a venda de suspiros artesanais com um objetivo concreto: custear a faculdade de Psicologia da filha caçula, Evelyn.

Scheyla conta que o projeto ganhou escala e apoio institucional.

“O ramo foi crescendo muito rápido e através dele fizemos feiras por quase todos os municípios do Estado, recebemos homenagens, nos qualificamos com cursos, compramos todos os maquinários, abrimos a primeira loja física de suspiro do Estado, e hoje somos referência em suspiros personalizados.”

A conexão entre a produção artesanal e o fortalecimento da marca ocorreu com apoio de redes locais, como a Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes).

A mudança também impactou a trajetória profissional de Lorrany: após a maternidade, ela decidiu não voltar à enfermagem e passou a cuidar do marketing e das vendas, estratégia que ampliou o alcance e a visibilidade do negócio.

Inovação, apoio e o futuro do empreendedorismo feminino no ES

Inovacao apoio e o futuro do empreendedorismo feminino no ES

Ambas as duplas destacam que, além da técnica na cozinha, o segredo foi investir em inovação constante e em conteúdo para redes sociais. Jaqueline reforça que é preciso ser criativa e manter presença digital ativa para atrair clientes e fidelizá-los.

Para Scheyla, o empreendedorismo também trouxe mudanças pessoais:

“Empreender me ajudou na minha autoestima, na minha independência financeira, no relacionamento com as pessoas. Eu amo o que faço, adoro ver as pessoas felizes com meu trabalho”.

Na avaliação de Jaqueline, empreender exige persistência:

“Empreender é um desafio constante, não dá para desanimar e nem desistir diante dos desafios diários, que muitas vezes nos pegam de surpresa. Amamos a confeitaria e tudo que a envolve. Com muito trabalho e dedicação, ela nos ajuda a ser independentes, no crescimento pessoal, em uma visão de futuro melhor, nos ajuda a ser criativas e resilientes. Empreender na confeitaria nos ajuda a fazer algo que seja é a nossa cara, é único”.

Essas palavras sintetizam como o empreendedorismo feminino no ES se apoia tanto em competências técnicas quanto em força emocional.

Conclusão

empreendedorismo feminino
Foto: Acervo pessoal | Retirada do site: www.folhavitoria.com.br

Com metas concretas, como a realização de um novo festival de fatias planejado para fevereiro de 2026, as empreendedoras deixam claro que o crescimento passa por eventos, inovação de produto e parcerias.

As histórias de Jaqueline e Scheyla mostram que, no Espírito Santo, o empreendedorismo feminino no ES se traduz em economia local fortalecida, protagonismo feminino e exemplos práticos de como transformar paixões culinárias em negócios sustentáveis.

Hernane Cardoso

Sou Hernane Cardoso, cristão, esposo dedicado e pai de três filhos incríveis. Minha maior missão é servir a Deus, cuidar da minha família e ajudar pessoas a crescerem — na vida e nos negócios.