Franquias buscam novo modelo para dividir custos de inovação tecnológica

Hernane Cardoso
Artigo escrito por Hernane Cardoso
em 03/07/2025 (Atualizado: 19/06/2026) 4 min de leitura
Franquias buscam novo modelo para dividir custos de inovação tecnológica

O setor de franquias, um dos pilares do varejo brasileiro, está se reinventando para acompanhar os avanços tecnológicos e manter sua competitividade.

Diante do alto custo de inovação, redes de franquias estudam formas colaborativas para compartilhar investimentos em tecnologia entre franqueadores e franqueados. Essa abordagem coletiva pode definir os rumos do setor nos próximos anos.

Franquias buscam novo modelo para dividir custos de inovação tecnológica

Pressão por digitalização acelera mudanças

Com a transformação digital acelerada pela pandemia e pela evolução constante do comportamento do consumidor, tornou-se essencial investir em ferramentas como plataformas de e-commerce, sistemas de gestão integrados, aplicativos personalizados e análise de dados.

No entanto, os altos custos envolvidos dificultam a adesão de muitas unidades franqueadas.

Para resolver esse impasse, empresas do setor começaram a discutir formas de ratear os investimentos em tecnologia, criando modelos mais justos e sustentáveis.

A ideia é que os franqueadores liderem os projetos, mas contem com a colaboração financeira dos franqueados, que se beneficiarão diretamente das inovações.

Iniciativas coletivas ganham força

Entidades como a Associação Brasileira de Franchising (ABF) têm atuado para aproximar redes e fomentar iniciativas conjuntas.

Alguns grupos estão considerando a criação de fundos de investimento coletivos ou a contratação compartilhada de soluções tecnológicas, o que permite ganho de escala e redução de custos.

Modelos como esse já têm precedentes em outras áreas da economia colaborativa e mostram que a união pode ser uma saída estratégica para redes menores ou com menos capital disponível.

A colaboração também fortalece o relacionamento entre franqueador e franqueado, criando um ecossistema mais integrado.

Desafios regulatórios e operacionais

Apesar do avanço da discussão, ainda existem entraves jurídicos e operacionais. O modelo de franquia no Brasil exige cuidados na relação contratual, e qualquer novo arranjo precisa respeitar os limites da legislação vigente.

Além disso, há diferenças significativas entre os perfis dos franqueados, o que pode dificultar a implementação de uma estratégia única.

Outro ponto sensível é a distribuição dos benefícios: como garantir que todos os franqueados usufruam das melhorias de forma equilibrada? A transparência e o planejamento serão essenciais para que o modelo colaborativo funcione na prática.

O futuro das franquias está na cooperação

O movimento de compartilhamento de custos em tecnologia aponta para um novo ciclo de amadurecimento do franchising no Brasil. Ao reconhecer que a inovação é essencial, mas financeiramente desafiadora, as redes buscam soluções criativas e sustentáveis.

A tendência é que modelos colaborativos ganhem espaço, impulsionando não apenas a digitalização das franquias, mas também uma cultura mais solidária entre os diferentes elos da cadeia.

Em um cenário de constantes mudanças, quem aposta na cooperação sai na frente.

De acordo com uma pesquisa realizada em 2023, cerca de 68% das redes de franquias brasileiras afirmaram que a colaboração financeira entre franqueadores e franqueados para investimentos em tecnologia é uma estratégia viável para reduzir custos e aumentar a competitividade. Essa tendência indica que, nos próximos dois anos, a adoção de modelos colaborativos pode crescer até 40%, refletindo a necessidade urgente de inovação no setor. A busca por soluções compartilhadas não apenas minimiza os riscos financeiros, mas também promove um ambiente de maior cooperação e confiança entre os envolvidos.

Perguntas Frequentes

Como as franquias estão lidando com os altos custos de inovação tecnológica?

As franquias estão buscando modelos colaborativos para compartilhar os custos de inovação entre franqueadores e franqueados. Essa abordagem permite que todos se beneficiem das inovações tecnológicas sem arcar com todo o investimento individualmente.

Quais ferramentas tecnológicas são essenciais para as franquias atualmente?

As franquias estão investindo em plataformas de e-commerce, sistemas de gestão integrados, aplicativos personalizados e análise de dados. Essas ferramentas são fundamentais para acompanhar a transformação digital e atender às novas demandas dos consumidores.

O que é a Associação Brasileira de Franchising (ABF) fazendo para ajudar as franquias?

A ABF está promovendo a aproximação entre redes de franquias e incentivando iniciativas conjuntas para a inovação tecnológica. Isso inclui a discussão sobre a criação de fundos de investimento coletivos e a contratação compartilhada de soluções tecnológicas.

Quais são os desafios enfrentados na implementação de modelos colaborativos em franquias?

Os desafios incluem entraves jurídicos e operacionais, além das diferenças entre os perfis dos franqueados. A distribuição equitativa dos benefícios e a necessidade de transparência no planejamento são essenciais para o sucesso desses modelos.

Qual é o futuro das franquias no Brasil em relação à tecnologia?

O futuro das franquias no Brasil aponta para um ciclo de amadurecimento através da cooperação e do compartilhamento de custos em tecnologia. Esse movimento não só impulsiona a digitalização, mas também promove uma cultura mais solidária entre os franqueadores e franqueados.